O general Augusto Heleno se recusou a afirmar que crê totalmente no sistema das urnas. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, nesta quinta-feira (1º/6), foi questionado sobre a confiabilidade da Justiça Eleitoral e no equipamento que registra os votos, quando respondeu: “Acredito em termos”.
“Acho que é preciso que haja evolução para que ela seja totalmente confiável. Houve uma série de questionamentos em relação à confiabilidade da urna, isso é normal, o resultado foi respeitado, temos um novo presidente, novos parlamentos.”
Em outro momento, ele criticou “o tratamento que estão dando para a palavra golpe”. “Golpe precisa ter líderes, líder principal, não é uma atitude simples, ainda mais em um país como o Brasil. Esse termo golpe está sendo empregado com extrema vulgaridade. Não é uma coisa simples de se avaliar que uma manifestação, uma demonstração de insatisfação possa se caracterizar um golpe.”
Afirmando que “jamais participou” de reuniões sobre possíveis ações contra a derrota de Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Heleno chamou ainda de “narrativas fantasiosas” as alegações de que o ex-presidente e aliados queriam anular o resultado das urnas.
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