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Aprosoja de Mato Grosso criticou uma portaria do governo Lula que reduz o período de plantio de soja


A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) de Mato Grosso criticou uma portaria do governo Lula que reduz o período de plantio do grão no Estado. O Ministério da Agricultura publicou a decisão terça-feira 11.


Ricardo Cadore, presidente da associação, disse que a mudança favorece apenas as empresas que fornecem as sementes. Em entrevista ao Canal Rural, ele afirmou que a decisão prejudica os pequenos produtores de soja e favorece os grandes conglomerados do setor.


“Fica praticamente evidente para nós que uma política como essa é de favorecimento, tornando os grandes conglomerados cada vez maiores”, declarou o líder da Aprosoja. “A medida impossibilita o pequeno produtor de salvar a sua semente, assim como as comunidades sem-terra e quilombolas que queiram fazer sua semente sem usar uma estrutura gigante com secadores, mesmo porque não os possuem.”


De acordo com a nova normativa do governo Lula, os produtores de soja de Mato Grosso poderão plantar entre 16 de setembro e 24 de dezembro de 2023. Na safra anterior, o prazo começou no mesmo mês, mas se estendeu até 3 de fevereiro. Assim, a decisão reduz em 41 dias a janela para plantar. Esse tempo corresponde a uma diminuição de quase 30%.


Atualmente, Mato Grosso tem a maior colheita da cultura no país. Além disso, este grão é o carro-chefe do agronegócio brasileiro.


Para ter uma noção da importância da safra estadual, ela corresponde a 30% de toda a colheita nacional. Neste ano, as lavouras mato-grossenses devem gerar 45 milhões de toneladas desse grão.


A colheita dos produtores de soja mato-grossenses é maior, por exemplo, que a safra da cultura na Argentina. Atualmente, os argentinos estão na terceira posição para produção mundial, de acordo com o ranking do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.


Fonte: Revista Oeste

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