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Após cirurgia, Lula participou da primeira reunião ontem com os olhos protegidos


Com acesso controlado até mesmo dos assesso- res mais próximos e usando óculos escuros, que escon- diam o resultado da cirurgia na pálpebra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma reu- nião pela primeira vez on- tem. Há dez dias ele passou por duas intervenções — a outra foi no quadril. O petis- ta fez uma videoconferên- cia com ministros, de forma remota, com os olhos prote- gidos em função da blefaro- pastia, procedimento que consiste na retirada do ex- cesso de pele da região, o que pode causar inchaço.

Isolado no Palácio da Al- vorada desde que deixou o hospital, no dia 1o, o petista tem intercalado sessões de fisioterapia com uma rotina de trabalho restrita. Longe dos assessores, Lula passou a dar ordens e despachar apenas por telefone. Foi nu- ma dessas chamadas, por exemplo, que ele mandou o vice-presidente, Geraldo Alckmin, para acompanhar a situação da seca em Ma- naus, e se inteirou sobre o conflito em Israel. A participação em reuni- ões por vídeo vinha sendo evitada por Lula na primeira semana.


A avaliação do en- torno presidencial é que o presidente, de 77 anos, não quer ser visto em situação debilitada por seus minis- tros para não passar imagem de fragilidade. Paralelo às suas agendas de trabalho, Lula tem se de- dicado a sessões de fisiote- rapia duas a três vezes por dia. O tratamento é liderado pelo fisioterapeuta pessoal do presidente, Leandro Di- as, que o ajuda a se recupe- rar da artroplastia de qua- dril pela qual passou no últi- mo dia 29, em Brasília. CONTATO POR CELULAR Entre os integrantes do pri- meiro escalão do Palácio do Planalto que costumam se reunir diariamente com o presidente há um acordo para não encontrá-lo antes da autorização médica. Um dos poucos a ir até o Alvora- da no período foi seu chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro. Mas, ape- sar de ser um dos assessores mais próximos, Marcola, como é conhecido, também não tem se encontrado pes- soalmente com Lula. A ponte entre os dois tem sido feita pela equipe de aju- dantes de ordens, que entre- ga a Lula os documentos le- vados por Marcola até o Al- vorada e que precisam ser assinados. Foi o caso do pro- jeto de lei que criou as regras do Desenrola, sancionado semana passada por Lula. Os ajudantes de ordens também têm sido responsá- veis pelas ligações de Lula para seus ministros nos últi- mos dias. De acordo com au- xiliares, o presidente não gosta de despachar por tele- fone, por isso tem apenas conversas pontuais por meio do celular do ajudante.


O presidente não tem o pró- prio aparelho celular. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, é um dos poucos que conversa com o presi- dente pelo menos uma vez ao dia, pela manhã, para re-passar as ações do governo. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi outro que man- teve contatos frequentes neste período. Na semana passada, Lula pediu para conversar com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, sobre a crise pro- vocada pela seca na região Norte do país. O telefonema aconteceu na segunda-fei- ra, quando o presidente de- terminou ao seu vice que or- ganizasse a comitiva de mi- nistros e fosse até Manaus para cuidar pessoalmente da situação. A viagem acon- teceu na quarta-feira.


Fonte: O Globo

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